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		<title>Meu JJ&#8230;</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Sep 2011 15:06:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carol montenegro</dc:creator>
				<category><![CDATA[caixinha de música]]></category>

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		<description><![CDATA[Meu filho vai fazer uma cirurgia do coração, corrigir um sopro no coração. Hoje ao levá-lo para tirar sangue, para o pré-operatório, o vi mais uma vez em suas dores. A expressão do medo nos diz muito sobre dor. Comecei a cantar, ele silenciou para ouvir, mas o medo insistiu, como se fosse respingos de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=negromonte.wordpress.com&amp;blog=8652309&amp;post=284&amp;subd=negromonte&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Meu filho vai fazer uma cirurgia do coração, corrigir um sopro no coração. Hoje ao levá-lo para tirar sangue, para o pré-operatório, o vi mais uma vez em suas dores. A expressão do medo nos diz muito sobre dor. Comecei a cantar, ele silenciou para ouvir, mas o medo insistiu, como se fosse respingos de memória. E resolvi falar com meu filho: &#8220;Essa dor não é sua, é minha&#8221;. E ele apontou o dedo para o local onde a agulha havia furado. É difícil dizer que sentimos a dor do outro, para esse outro que a sente em carne viva, porque é sempre ele quem sente. E carne é uma forma de observar onde dói.  Mas eu sei que  os ferimentos, as dores e os medos sempre podem ser aliados quando se busca fortaleza. Ontem, cantei a música que ele gosta de dormir, é como um calmante, ele simplesmente dorme como se sentisse o mais extremo do prazer naquele momento quentinho do amor. Daí onde nasce a compaixão, desse amor que vejo em instantes mágicos, onde existe uma semente que brota a compaixão. E onde existe a compaixão, existe um sentimento de impotência.  Isso não é ligação de mãe e filho, mesmo que isso torne ainda mais estreito esse fio condutor. Se temos amor de verdade, reconhecemos a compaixão, porque ele por si só já nos faz perceber os semelhantes. E esse amor é o mesmo que nos diferencia. E assim imagino, todas as vezes quando o escuto falar de dor, assim buscando a cura naquele momento, depois em um instante seguinte,  descobrimos luzes de manhãs. Porque felicidade, a gente simplesmente visualiza como se olhasse uma imagem dela todos os dias com um simples despertar por saber que tudo está contido em cada segundo, e cada segundo tem o poder de ser tão intenso que verdade nenhuma pode ser mais absoluta. Esta é uma face onde nascem todas as sustentações.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/negromonte.wordpress.com/284/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/negromonte.wordpress.com/284/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/negromonte.wordpress.com/284/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/negromonte.wordpress.com/284/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/negromonte.wordpress.com/284/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/negromonte.wordpress.com/284/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/negromonte.wordpress.com/284/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/negromonte.wordpress.com/284/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/negromonte.wordpress.com/284/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/negromonte.wordpress.com/284/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/negromonte.wordpress.com/284/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/negromonte.wordpress.com/284/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/negromonte.wordpress.com/284/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/negromonte.wordpress.com/284/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=negromonte.wordpress.com&amp;blog=8652309&amp;post=284&amp;subd=negromonte&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Engatinhando&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Sep 2011 11:34:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carol montenegro</dc:creator>
				<category><![CDATA[caixinha de música]]></category>

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		<description><![CDATA[Meu filho João é puro som, é na música e no ritmo onde ele concentra a sensibilidade, já a Sofia é imagem e a palavra. O primeiro gosta de dormir me ouvindo cantar e coloca minha mão nos cabelos dele para ganhar carinho. Já a Sofia, gosta de ouvir eu lhe contar histórias, que muitas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=negromonte.wordpress.com&amp;blog=8652309&amp;post=275&amp;subd=negromonte&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Meu filho João é puro som, é na música e no ritmo onde ele concentra a sensibilidade, já a Sofia é imagem e a palavra. O primeiro gosta de dormir me ouvindo cantar e coloca minha mão nos cabelos dele para ganhar carinho. Já a Sofia, gosta de ouvir eu lhe contar histórias, que muitas vezes preciso inventar, e gosta de carinhos na barriga. Se isso são contrários? Não vejo como. Aliás a idéia de contrários tem mais a ver com espaço, posição do que exatamente com a idéia de contradição. Quando opostos se posicionam com polaridades diferentes, a sombra que existe entre a forma de um e a forma de outro é um caminho de diálogo e entendimento. O Budismo chamaria isso de caminho do meio, eu gosto de chamar o meio-termo. Termo tem um significado ligado ao Tempo, um meio-tempo, um tempo de acontecer, de encontro de casamento, um ponto, uma alinaça onde ambos se entendem. O Tempo e o espaço são duas grandezas que já parecem entrar em oposição, basta lembrar da matemática, da trigonometria. Mas eles não são grandezes que brigam entre si, se complementam, são como o céu e a Terra. Na Terra, o espaço, que eu chamo de caminho em linha reta, um tempo medido em horas, dias, meses, anos. É assim que o espaço compreende o Tempo. Já o tempo compreende o espaço no próprio tempo, no ponto, no instante, naquele momento em que um indivíduo existe, e esse ponto é exatamente o &#8220;Penso, logo existo.&#8221; Isso para o indivíduo, porque no céu eu diria que este ponto é o sol, ou a lua que se move como o tempo em linha reta, se observarmos sob o ponto de vista das suas fases ou mutações, que nos lembra a Terra e suas estações do ano, marcando novamente o Tempo. Então, o ponto, um ciclo, um círculo é sempre um diálogo perfeito e compreendido nesse mundo dos contrários. Meu filho gosta de repetições, de ver objetos que circulam, gosta de girar coisas. Onde concentro a minha mão ao lhes dar carinhos são dois pontos onde circulam energia, a cabeça e a barriga, o primeiro na identidade do si mesmo, circula pensamento, o segundo no Plexo solar as emoções, e ambos guardam em si a idéia do Eu. O Eu de cada um na questão &#8220;Quem é você?&#8221;, eu responderia a eles, o eu é uma sementinha que a gente planta e ver brotar num lugar chamado coração. Porque é nele o meio-termo, entre a cabeça e a barriga.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/negromonte.wordpress.com/275/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/negromonte.wordpress.com/275/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/negromonte.wordpress.com/275/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/negromonte.wordpress.com/275/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/negromonte.wordpress.com/275/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/negromonte.wordpress.com/275/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/negromonte.wordpress.com/275/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/negromonte.wordpress.com/275/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/negromonte.wordpress.com/275/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/negromonte.wordpress.com/275/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/negromonte.wordpress.com/275/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/negromonte.wordpress.com/275/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/negromonte.wordpress.com/275/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/negromonte.wordpress.com/275/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=negromonte.wordpress.com&amp;blog=8652309&amp;post=275&amp;subd=negromonte&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Esboçando acasos e sincronicidades</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Sep 2011 01:15:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carol montenegro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Foi assim, observando a curiosidade dos meus filhos que imaginei fora de um livro, escrevendo-me, como que imprimindo minha essência numa bola de cristal. Não exatamente numa bola de cristal, talvez em circulos que me lembram olhos curiosos. Fiquei divagando sobre que questões seriam importantes contar aos meus filhos, quando eles maiores esquecessem da curiosidade [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=negromonte.wordpress.com&amp;blog=8652309&amp;post=268&amp;subd=negromonte&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Foi assim, observando a curiosidade dos meus filhos que imaginei fora de um livro, escrevendo-me, como que imprimindo minha essência numa bola de cristal. Não exatamente numa bola de cristal, talvez em circulos que me lembram olhos curiosos. Fiquei divagando sobre que questões seriam importantes contar aos meus filhos, quando eles maiores esquecessem da curiosidade que tinham, e já presos às máquinas e à tecnologia, a pulsante internet. Por isso, cheguei a conclusão, aqui seria um ótimo lugar para morar e guardar algumas pequenas lembranças, ou presentes, como tesouros a serem descobertos e revelados, quando aqueles olhos curiosos resolverem novamente procurarem os meus de mãe. E tudo, nesse cristal de olhares, é uma questão de Amor e Verdade e saber. O legítimo amor a sabedoria, como os antigos filósofos diplomados pela própria história. Por isso, é com  a Sofia com quem irei reinventar este livro digital, que não pretende ser um umbigo repetindo os olhos no Mundo de Sofia, mas um novo olhar com alguns novos sentidos por todo o universo entre eu e a minha Sofia. Afinal, se um dia existiu uma mulher que se apaixonou perdidamente até ficar completamente cega pela razão, foi eu pelo pensamento e por isso resolvi estabelecer residência na morada dos filósofos.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/negromonte.wordpress.com/268/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/negromonte.wordpress.com/268/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/negromonte.wordpress.com/268/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/negromonte.wordpress.com/268/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/negromonte.wordpress.com/268/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/negromonte.wordpress.com/268/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/negromonte.wordpress.com/268/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/negromonte.wordpress.com/268/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/negromonte.wordpress.com/268/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/negromonte.wordpress.com/268/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/negromonte.wordpress.com/268/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/negromonte.wordpress.com/268/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/negromonte.wordpress.com/268/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/negromonte.wordpress.com/268/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=negromonte.wordpress.com&amp;blog=8652309&amp;post=268&amp;subd=negromonte&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Sala de espera</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Jul 2011 02:00:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carol montenegro</dc:creator>
				<category><![CDATA[afins]]></category>
		<category><![CDATA[cartase]]></category>

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		<description><![CDATA[O mais verdadeiro é mim sempre foi o silêncio. O meu silêncio é um lugar onde ninguém me vê, e eu não escuto ninguém. Esse lugar já esteve em muitos lugares: Em cima do telhado, no meio das árvores, sentada para um pasto com pássaros dos mais diversos e só o silêncio deles voando, em um [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=negromonte.wordpress.com&amp;blog=8652309&amp;post=262&amp;subd=negromonte&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O mais verdadeiro é mim sempre foi o silêncio. O meu silêncio é um lugar onde ninguém me vê, e eu não escuto ninguém. Esse lugar já esteve em muitos lugares: Em cima do telhado, no meio das árvores, sentada para um pasto com pássaros dos mais diversos e só o silêncio deles voando, em um céu estrelado, num pôr do sol, numa lua cheia, num carta pro papai noel, num pedido de socorro que me salva a fé. E não existe lugar melhor no mundo, lugar nenhum que eu sinto como sendo minha casa do que quando encontro esse meu silêncio. É um vento que invade a alma. Bom, eu nunca fui muito boa de me definir. Teve um momento que eu achei que saber quem sou eu era me definir, isso de repente ficou mais fácil porque tenho metáforas mas extremamente difícil unir numa teoria, não consigo ter uma teoria para mim, se é que isso é o conteúdo certo de uma autodefinição. Bom fica aqui mais um registro desse meu quebra-cabeça chamado eu.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/negromonte.wordpress.com/262/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/negromonte.wordpress.com/262/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/negromonte.wordpress.com/262/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/negromonte.wordpress.com/262/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/negromonte.wordpress.com/262/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/negromonte.wordpress.com/262/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/negromonte.wordpress.com/262/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/negromonte.wordpress.com/262/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/negromonte.wordpress.com/262/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/negromonte.wordpress.com/262/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/negromonte.wordpress.com/262/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/negromonte.wordpress.com/262/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/negromonte.wordpress.com/262/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/negromonte.wordpress.com/262/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=negromonte.wordpress.com&amp;blog=8652309&amp;post=262&amp;subd=negromonte&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>amigas para sempre</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Feb 2011 13:10:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carol montenegro</dc:creator>
				<category><![CDATA[memória]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu, em toda minha infância, não tive bonecas, nunca gostei delas. Gostava de carrinhos de controle remoto, inventar as brincadeiras, mas bonecas simplesmente não pintavam na minha vida infantil. Até que chegou um dia,  eu não era mais tão pequena, talvez tivesse mais de 10 anos, sei lá, uma amiga da minha mãe me deu uma [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=negromonte.wordpress.com&amp;blog=8652309&amp;post=243&amp;subd=negromonte&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu, em toda minha infância, não tive bonecas, nunca gostei delas. Gostava de carrinhos de controle remoto, inventar as brincadeiras, mas bonecas simplesmente não pintavam na minha vida infantil.<br />
Até que chegou um dia,  eu não era mais tão pequena, talvez tivesse mais de 10 anos, sei lá, uma amiga da minha mãe me deu uma boneca de aniversário. Era uma dessas que parecem um bebê gigante. Dei o nome a ela de Karina. E como ganhei no meu aniversário, ela nasceu no mesmo dia que eu. A Karina entrou na minha vida muda e saiu calada, mas mexia os olhos, dormia e acordava. E aos  poucos comecei a gostar daquela presença sempre ao meu lado, até que esse gostar se ampliou, de forma que ela, praticamente, virou uma extensão minha. Talvez eu a visse como um pedaço de mim. <br />
Eu conversava com ela e contava tudo que me acontecia. Algumas vezes chorávamos abraçadas, eu chorava, ela só aparava as lágrimas, e eu dizia: &#8220;Você é a única que me entende&#8221;.<br />
Coitada, nem ela entendia, por isso ficava calada.<br />
 Mas a Karina era para mim alguém vivo, muitas vezes eu olhava nos seus olhos, e pedia em pensamento que ela falasse só comigo. E dizia que  se ela falasse, eu não contaria para ninguém. Mas ela nunca falou. Talvez não confiou o suficente em mim.<br />
Lembro de uma vez que eu estava triste e chorando muito por sei lá o que e pedia a Deus: &#8220;Oh Deus, nunca mais peço nada na vida, só quero que ela fale comigo.&#8221; Pois é, meus primeiros passos na insanidade foi com a Karina. E ela viveu muitos e muitos anos, mas morreu jovem, ainda com cara de bebê, porém seu corpo de pano, de tão velho e gasto pelo tempo, se desmanchou um dia nos meus braços, senti muito e chorei, guardei os braços e pernas até o dia em que percebi que conseguiria viver a nova realidade sem ela. Então, a Karina se foi de vez e definitvamente. Mas guardo a lembrança da única boneca que eu tive, e que muitas vezes socorreu-me na minha solidão.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/negromonte.wordpress.com/243/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/negromonte.wordpress.com/243/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/negromonte.wordpress.com/243/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/negromonte.wordpress.com/243/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/negromonte.wordpress.com/243/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/negromonte.wordpress.com/243/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/negromonte.wordpress.com/243/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/negromonte.wordpress.com/243/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/negromonte.wordpress.com/243/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/negromonte.wordpress.com/243/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/negromonte.wordpress.com/243/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/negromonte.wordpress.com/243/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/negromonte.wordpress.com/243/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/negromonte.wordpress.com/243/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=negromonte.wordpress.com&amp;blog=8652309&amp;post=243&amp;subd=negromonte&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Um quarto dentro de mim</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Jan 2011 00:01:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carol montenegro</dc:creator>
				<category><![CDATA[memória]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando eu era criança e até os 20 e poucos anos, eu tinha um jeito de lidar com a dor e a frustração. Não era bem um jeito de lidar, mas era como eu reagia a ela. Eu me escondia, fugia, literalmente. Procurava o lugar mais escuro, esquecido, afastado, isolado e ficava lá, romeoendo, remoendo, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=negromonte.wordpress.com&amp;blog=8652309&amp;post=223&amp;subd=negromonte&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando eu era criança e até os 20 e poucos anos, eu tinha um jeito de lidar com a dor e a frustração. Não era bem um jeito de lidar, mas era como eu reagia a ela. Eu me escondia, fugia, literalmente. Procurava o lugar mais escuro, esquecido, afastado, isolado e ficava lá, romeoendo, remoendo, e chorando até ficar desidratada. Isso se repetia todas as vezes. Hoje não fujo mais, mas ainda gosto de um quarto escuro para remoer e doer até as últimas forças.  A única coisa que eu quero nesses momentos é  ficar a sós com minha dor,  e não deixar que ninguém a veja. Muito cedo, eu percebi que quando ela era grande o suficiente, nada, nem ninguém conseguiria  tirá-la dali, por isso, entregava-me mesmo ao combate. E  essa necessidade impulsiva de ir para algum lugar se repetia sempre que eu sentia uma frustração muito grande; ou quando algo me machucava profundamente; ou para pensar. E isso acabou criando dentro de mim um lugar parecido, onde me tranco e fico, pensando, remoendo, chorando, e perguntando, tentando entender,defender-me, até livrar-me dela numa última lágrima.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/negromonte.wordpress.com/223/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/negromonte.wordpress.com/223/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/negromonte.wordpress.com/223/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/negromonte.wordpress.com/223/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/negromonte.wordpress.com/223/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/negromonte.wordpress.com/223/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/negromonte.wordpress.com/223/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/negromonte.wordpress.com/223/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/negromonte.wordpress.com/223/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/negromonte.wordpress.com/223/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/negromonte.wordpress.com/223/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/negromonte.wordpress.com/223/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/negromonte.wordpress.com/223/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/negromonte.wordpress.com/223/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=negromonte.wordpress.com&amp;blog=8652309&amp;post=223&amp;subd=negromonte&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>João Vitorioso</title>
		<link>http://negromonte.wordpress.com/2010/11/07/joao-vitorioso/</link>
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		<pubDate>Sun, 07 Nov 2010 21:27:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carol montenegro</dc:creator>
				<category><![CDATA[experimentações]]></category>
		<category><![CDATA[filhos]]></category>
		<category><![CDATA[João]]></category>
		<category><![CDATA[maternidade]]></category>
		<category><![CDATA[observações]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu sabia que era hora de ter meu primeiro filho, foi um sentimento que inundou minha cabeça, isso era uma certeza, e logo que ela tomou conta dos meus pensamentos uma semana depois eu estava grávida. Eu sabia que estava, mesmo o primeiro exame dando negativo. Mas logo depois de um tempo o exame de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=negromonte.wordpress.com&amp;blog=8652309&amp;post=214&amp;subd=negromonte&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu sabia que era hora de ter meu primeiro filho, foi um sentimento que inundou minha cabeça, isso era uma certeza, e logo que ela tomou conta dos meus pensamentos uma semana depois eu estava grávida. Eu sabia que estava, mesmo o primeiro exame dando negativo. Mas logo depois de um tempo o exame de sangue confirmou.<br />
Meu filho João nasceu em fevereiro de 2004, meu primeiro filho. Todo o pré-natal foi tranquilo até o sexto mÊs, quando tive um problema circulatório na perna esquerda. E por pouco não fui vítima dele. Por esse problema mudei de médico obstetra, pois o parto seria de risco, até aí tudo bem, o risco era para mim, não para meu filho, tudo em relação a ele estava sob controle, os cuidados deveriam ser comigo, pois eu que corria risco. Isso não me incomodava.<br />
Tudo correu bem, todos os cuidados foram tomados e não houve problema algum comigo. Mas quando meu filho nasceu veio a surpresa: Ele nasceu com algumas más formações carecterizando uma síndrome. Em relação a esse momento não consigo recordar nada que tenha me dado qualquer sentimento de sofrimento, surpresa, medo, enfim&#8230;Quando as pessoas tentavam me explicar porque meu filho não podia estar comigo, do meu lado, naquele quarto no hospital, eu só percebia aqueles rostos comovidos, e até penosos, via como uma grande ilusão. Todos eles estavam enganados, para mim, meu filho era lindo e perfeito. De tanto insistir e para manter minha calma, horas após a cesariana, uma enfermeira o levou no quarto para que eu o visse, ele era lindo como eu imaginava. E essa confirmação me fez ter certeza de que todo mundo estava exagerando e que todos estavam iludidos.<br />
Mas realmente ele nasceu com algumas más formações que percebi depois dos médicos me apontarem todas elas.<br />
O primeiro mÊs ele ficou internado na UTI, e o doloroso era ter que ficar com ele algum tempo durante o dia e depois ter que ir pra casa sem ele. Ver o berço vazio. Mas depois de um mÊs ele conseguiu mamar e deixar a sonda por onde meu leite o alimentava.<br />
Nos primeiros 3 meses ouvi de tudo um pouco a respeito das condições do meu filho. O primeiro diagnóstico foi de um médico neurologista que diziam ser o melhor dos melhores e que disse que meu filho tinha hidrocefalia e teria que usar uma válvula na cabeça, esse foi o primeiro erro, e de um especialista tido como o melhor. Depois de correr em vários outros neurologistas, teve um que disse que meu filho não tinha hidrocefalia e sim craniocinostose que é um fechamento precoce das suturas craniana. Esse médico deu certeza do seu diagnóstico. Então fui para a internet pesquisar sobre o assunto, foi quando descobri o Centrinho, através de um blog de uma mãe contando o caso da filha, entrei no site do Centrinho, onde ela dizia ter tratato a filha, e descobri esse hospital de referência na América Latina na cidade de Bauru, interior de São Paulo, para anomalias cranio-faciais, apelidado de Centrinho, imediatamente enviei um email suplicando que atendessem o meu filho. Um mês depois eles entraram em contato e marcaram a primeira consulta. E confirmaram a craniocinostose e a necessidade da cirurgia de craniotomia para abertura das suturas e correção da face. Aos seis meses de vida meu filho fez a cirurgia. Durante toda essa luta até a cirurgia eu parecia estar anestesiada, não sentia absolutamente nada dos prognósticos clínicos dos neurologistas pediátricos em Fortaleza, uma médica inclusive me aconselhou não fazer a cirurgia, pois seria uma agressão desnecessária ao meu filho, pois não lhe tratia qualquer benefício em relação ao seu quadro. Eu ignorei e ignorava tudo, para mim meu filho iria superar tudo aquilo e tinha a certeza de que o Centrinho era o lugar, os médicos de lá é que eu deveria ouvir. E foi assim que ele fez a cirurgia, que realmente foi muito agressiva por ser na cabeça, pelo aspecto que meu filho ficou depois, com hematomas enormes nos olhos, inchaços por toda a cabeça, pontos de orelha a orelha. Mas acredito que isso fez tudo mudar, pois deu condições físicas ao cérebro dele crescer sem ser comprimido pelo crânio que estava todo fechado. Sem a cirurgia o cérebro não teria espaço para se acomodar na caixa craniana e provavelmente teria crescido todo pra cima onde fica a região da moleira, era o único espaço que tinha e mesmo assim em tamanho reduzido se comparado ao de outras crianças.<br />
Mesmo contrariando as previsões meu filho se desenvolveu, no seu tempo: sustentou pescoço com 1 ano, andou com 4 anos e ainda não fala, mas se comunica, entende o que as pessoas dizem, ainda com suas limitações de fala.<br />
O João Victor é meu filho adorado, foi quem me deu a chance de perceber um mundo mais rico de valor, deu-me a sensibilidade às coisas que realmente importam nessa vida.<br />
Foi minha primeira experiência mais próxima com a dor real, foi quando vi que Deus pode tudo e que faz e acontece contrariando qualquer conhecimento humano.<br />
Minha experiência com os médicos me fez acreditar que diploma nenhum, pHd&#8217;s e sei lá mais o que, pode dar a um homem a capacidade de prever a capacidade que tem um ser humano de ir além das limitações do seu corpo. O corpo é só um corpo, mas o espírito é a força que nos move e ele é infinitamente poderoso e por isso vai até onde ele quiser ir. Médico nenhum sabe tudo, e praticamente o que um sabe, todos os outros podem saber, o que diferencia um dos outros é a sensibilidade para a natureza espiritual de cada ser, por isso quando um médico me dizia assim: Não sei se seu filho vai poder fazer isso ou aquilo, só ele pode saber isso, pois seu filho pode ir até onde ele quiser ir. Aí eu sentia que o médico era bom. E isso me serviu mais tarde para a experiência com minha filha Sofia.<br />
Eu não sei de nada, minha vida não existe sem a referência dessas experiências, com o João e depois com a Sofia, as vezes sinto que nasci somente para ser mãe deles, pois tudo que sou hoje, tudo que aprendi, veio com a maternidade, e não só o fato de ser mãe, mas só pelo fato de ser mãe deles dois.<br />
O João é um vencedor, sensível, e tem uma luz que dá a ele um carisma que envolve a todos que convivem próximo a ele e aqueles que conseguem transcender a barreira do preconceito e das falsas verdades, que são implantadas na cabeça das pessoas. Quando a gente olha o outro completamente neutro,  tentando entrar no seu mundo sem julgamentos preconcebidos, e nos deixamos envolver pelo seu universo, descobrimos coisas incríveis, e no universo do João, existe um amor que sai de dentro dele tão lindo, tão caloroso, como se dentro dele existisse uma energia imaculada que existe para servir aos outros.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/negromonte.wordpress.com/214/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/negromonte.wordpress.com/214/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/negromonte.wordpress.com/214/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/negromonte.wordpress.com/214/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/negromonte.wordpress.com/214/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/negromonte.wordpress.com/214/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/negromonte.wordpress.com/214/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/negromonte.wordpress.com/214/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/negromonte.wordpress.com/214/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/negromonte.wordpress.com/214/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/negromonte.wordpress.com/214/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/negromonte.wordpress.com/214/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/negromonte.wordpress.com/214/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/negromonte.wordpress.com/214/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=negromonte.wordpress.com&amp;blog=8652309&amp;post=214&amp;subd=negromonte&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Lições com Sofia</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Oct 2010 15:40:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carol montenegro</dc:creator>
				<category><![CDATA[experimentações]]></category>
		<category><![CDATA[filhos]]></category>
		<category><![CDATA[maternidade]]></category>
		<category><![CDATA[Sofia]]></category>

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		<description><![CDATA[Descobrir a leucemia da minha filha não foi um momento fácil. Diria que tudo que já enfrentei na vida, esse momento foi o de maior provação. Por muitos motivos, primeiro porque naquele momento da minha vida, a fé que eu tinha de que estava em total conexão com Deus era suprema. Segundo, porque sempre acreditei [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=negromonte.wordpress.com&amp;blog=8652309&amp;post=205&amp;subd=negromonte&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Descobrir a leucemia da minha filha não foi um momento fácil. Diria que tudo que já enfrentei na vida, esse momento foi o de maior provação. Por muitos motivos, primeiro porque naquele momento da minha vida, a fé que eu tinha de que estava em total conexão com Deus era suprema. Segundo, porque sempre acreditei que minha filha viria para acompanhar os passos do meu primeiro filho, já que ele necessitaria de alguém dando-lhe apoio pelo resto da vida, então quando tive a notícia de que ela estava com câncer, foi como desabar todas as certezas em cima da minha cabeça. Perdi completamente o rumo nas minhas convicções.<br />
Questionei freneticamente a Deus os motivos Dele para me dar essa repetição de sofrimento através dos meus filhos, essa coincidência tinha que ter um significado e durante todo instante eu queria saber qual.  Não consegui encontrar essa resposta, mas acredito que ela exista e um dia saberei.</p>
<p>Logo após o diagnóstico, a indicação era internação imediata pelos riscos que ela corria, que eram muitos, pois o número de células cancerígenas já tomava 85% na medula. Foi aí que começou a batalha&#8230;<br />
A primeira internação no hospital público, imundo, triste, as pessoas alheias ao estado de risco.  Foi quando olhei para a mulher encarregada da burocracia de internação e disse que naquele lugar minha filha não ficaria, em meio aquela imundisse, onde o lixo hospitalar se espalhava pelos corredores dos quartos, o cheiro dos banheiros impestava. Mas a mulher disse que depois da entrada no hospital a saída só com ordem médica. A revolta me subia as faces. Por sorte ou por Deus, minha filha só ficou nesse hospital por 24hs, pois logo veio a providência divina e trouxe indicação de um lugar, e quando me deram essa alternativa já veio com passagens compradas. Iríamos para Campinas, para o Hospital Infantil Boldrini e lá os médicos já estavam cientes e nos aguardando. Minha filha e eu saímos de Fortaleza, daquele  hospital do inferno para o aeroporto, com destino a um Hospital totalmente oposto, não diria o céu pelo sofrimento que era o mesmo.<br />
Ao chegar a impressão era outra, o atendimento outro, o cheiro outro&#8230;Chegamos exatamente na sexta-feira santa, só estavam no hospital os plantonistas, mas nada deixou a desejar, minha filha foi internada imediatamente e depois de algumas horas, já estava dentro de uma UTI.<br />
Eu não sabia absolutamente nada sobre leucemia, a única coisa que vinha na minha cabeça era que isso é um câncer e um cÂncer é um câncer&#8230;<br />
As primeiras notícias foram horríveis, o médico de plantão na UTI colocou a situação para mim, mostrando os riscos que ela estava correndo naquele momento. Eu não conseguia acreditar e pensava, como uma criança de apenas 10 meses poderiar enfrentar e vencer tantas coisas ruins avançando pelo seu corpo e querendo destruí-la. Para mim, era uma luta desigual.<br />
Eu sempre pensava no significado daquilo tudo e como sempre questionava a Deus: Por que? Para que? O que Ele queria? Acho que Deus sempre me ouviu e foi me dando as respostas nas melhoras da minha filha.<br />
Depois de alguns dias ela saiu da UTI, absolutamente ilesa de todos os riscos que corria, as células que eram de 85% caíram para menos da metade. Então iniciamos o protocolo de tratamento da leucemia: as quimioterapias. Nada fácil.<br />
Depois de uma semana, numa segunda-feira, conheci a médica que iria acompanhar o tratamento dela, Dra. Simone. Uma mulher enorme, séria, mas com uma voz tão suave, que mal conseguia ouvir, mas ela dentro do hospital era deus. E pegou o caso da minha filha, o que foi tido para muitas mães como algo excepcional, pois ela não pegava casos de LLA, mas quis Deus que fosse ela, deus naquele hospital, pela competência e currículo de dar inveja aos outros médicos, é fera a mulher, qualquer mãe se sentia segura quando era ela que cuidava de seu filho. Então, deu início ao que iria acontecer no próximo 1 ano em que teríamos que viver praticamente dentro do hospital.<br />
Ficamos em Campinas, eu e minha filha, morando no Instituto Ingo Hoffmann, que possuía 30 casas individuais para famílias de pacientes do Boldrini. E essa era nossa rotina nesse ano que ficamos lá: Casa, hospital, casa, hospital, hospital, hospital&#8230;<br />
No Instituto Ingo hoffmann convivi com outras famílias, mães e seus filhos com vários tipos de cÂncer, fiz algumas amizades, mas a rotatividade era grande, somente eu e outra, que tinha um filho de 6 anos, com leucemia também, ficamos mais tempo, erámos veteranas. Muitos voltavam ao tratamento em suas cidades porque moravam perto, interior de São Paulo ou Minas gerais, sem a necessidade de permanecer ali. Eu e a Dil víamos de muito longe, eu de Fortaleza e ela de Manaus, por isso não podíamos voltar pra casa.<br />
É interessante como o ambiente influencia em nossa vida, a gente que vivia ali, respirando aquele universo não tínhamos muito asssunto, sempre estávamos falando de contagens de células, casos de cura, casos de morte, lutas e mais lutas das crianças e suas mães, isso era todo nosso tempo.<br />
Mas conseguíamos ter momentos de diversão, todo mundo se unia nas refeições, fazíamos churrascos, eram momentos alegres.  Duro mesmo era enfrentar a morte todos os dias na mente, principalmente quando ela vinha e levava mais um. Era duro olhar para uma mãe e confortar, como explicar a vontade de Deus em levar-lhe um filho? E muitas vezes um filho que era o único e sua razão de viver. É difícil lidar com a impotência diante o sofrimento alheio, muito difícil.<br />
MInha filha teve muitos momentos difíceis, o que me doía mais era vê-la tão pequenina e tão perto de agulhas, sangue e dor, convivendo com isso quase que diariamente. Mas enquanto eu pensava nela com toda essa minha angústia, ela engatinhava por todos os lados, depois aprendeu a andar e se sentia dona do pedaço, era incrível como ela parecia não sentir absolutamente nada. Ria, se divertia e divertia todo mundo com a ingenuidade que só as crianças têm.<br />
Sofreu nos momentos de dor, passou por todos os efeitos danosos da quimioterapia, ficou inernada algumas vezes, saíamos de madrugada para o hospital quando ela passava mal, foi difícil, muito, mas fomos enfrentando, ela com a força que Deus dar a todas as crianças, e eu nos meus momentos de isolamento, conversava com Deus e chorava para aliviar as tensões.<br />
Duas coisas eu perguntava a Deus sempre: Por que aquelas crianças tinham que sofrer tanto? E o Que a vida queria me ensinar? Eu só queria aprender para poder salvar minha filha, ao meu ver, era a única coisa que eu podia fazer com toda a impotência que a gente sente.<br />
E foi assim, nos primeiros dois meses, minha filha já estava livre da doença, mas tendo que seguir todo o protocolo de tratamento e os blocos de quimioterapia, e assim ficamos por 1 ano. Foi uma vida que vivi dentro da minha vida, pois aquele universo e tudo que vivemos ali é algo a parte e que marca para sempe. Sinto saudade das pessoas.  Muitas crianças faleceram, algumas eu convivi muito próxima, doeu-me como se fossem filhos, pela convivência que tivemos. Doeu-me a incapacidade de tirar a dor das mães.<br />
Ao final do tratamento, quando a médica, a poderosa Dra. Simone nos disse que iríamos voltar pra casa, chorei diante dela como se tivesse vendo minha filha renascer, chorei muito.<br />
Minha filha tem quase 3 anos de idade hoje, é uma vencedora. E tem um brilho especial. Ainda faz quimioterapia, de forma reduzida, mas quando vamos ao hospital ela me surpreende: Deita na maca, coloca a bunda pra cima, toma a injeção sem nem um chorinho ou reclamação e depois indo embora segurando minha mão diz: &#8220;Viu mamãe, a sofia é valente.&#8221;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/negromonte.wordpress.com/205/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/negromonte.wordpress.com/205/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/negromonte.wordpress.com/205/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/negromonte.wordpress.com/205/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/negromonte.wordpress.com/205/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/negromonte.wordpress.com/205/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/negromonte.wordpress.com/205/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/negromonte.wordpress.com/205/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/negromonte.wordpress.com/205/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/negromonte.wordpress.com/205/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/negromonte.wordpress.com/205/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/negromonte.wordpress.com/205/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/negromonte.wordpress.com/205/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/negromonte.wordpress.com/205/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=negromonte.wordpress.com&amp;blog=8652309&amp;post=205&amp;subd=negromonte&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Eu e os estudos</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Jun 2010 16:18:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carol montenegro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escola]]></category>
		<category><![CDATA[experimentações]]></category>

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		<description><![CDATA[Minha vida nos estudos e acadêmica sempre foi muito complicada, talvez complicada por alguma força superior. Sempre fui boa aluna nas matérias que gostei, era a primeira da classe. Gostava de matemática, de química, de biologia, de física, e aprendi a gostar de português mais tarde por causa de dois professores que eu tive que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=negromonte.wordpress.com&amp;blog=8652309&amp;post=188&amp;subd=negromonte&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Minha vida nos estudos e acadêmica sempre foi muito complicada, talvez complicada por alguma força superior. Sempre fui boa aluna nas matérias que gostei, era a primeira da classe. Gostava de matemática, de química, de biologia, de física, e aprendi a gostar de português mais tarde por causa de dois professores que eu tive que eram incriveis. Das outras matérias, história, geografia, inglês, eu era o oposto, sempre me ferrava, era muito decoreba pra mim e eu nunca fui muito boa em decorar.  Quando entrei na idade do vestibular começou meus conflitos, primeiro quis fazer medicina, gostava muito de química e biologia, e cheguei a decidir,  um ano antes, de que faria vestibular para isso, mas depois pensei na profissão e desisti, gostava das matérias, mas a profissão não me atraiu depois que pensei sobre ela. Então, decidi que faria vestibular para arquitetura, sempre adorei desenhar e desenhava muito bem, então fiz vestibular para arquitetura mesmo. Em joão  pessoa,  só a universidade federal tinha esse curso, e numa particular me inscrevi para engenharia civil, que era o mais próximo que tinha de opção. Apesar de ter me esforçado, estudado, não consegui passar. No ano seguinte, na metade do ano, fui para Fortaleza, pois em João pessoa não possuia vestibular no meio do ano, e para não passar um ano todo esperando o próximo concurso, fui tentar em Fortaleza. Uma amiga minha e da minha mãe já morava em Fortaleza, o nome dela também é Carol, ela um ano mais nova que eu, estava estudando para fazer medicina, eu fui sem muita noção porque estava indo, do que eu queria exatamente fazer. Foi uma fase que eu estava completamente perdida, não sabia nada do que queria, me jogavam pra um lado, me jogavam pro outro, eu não estava nem aí, acabei indo morar em Fortaleza. Eu sempre fiz o que senti vontade, mas minha vontade nunca se formou num pensamento sobre uma profissão. Nesse inicio em Fortaleza, eu não queria nem saber de estudar, não sabia mesmo o que queria, nem imaginei que iria ficar morando na cidade, pra mim era tudo novo, cidade nova, amigos novos, vida nova, então foi um impacto de querer experimentar, conhecer e viver as coisas. Tudo era uma farra. Inscrevi-me no vestibular para a mesma coisa da última vez, engenharia. Mas cheguei para a prova quase dormindo, depois de uma grande farra dessas, saí da noitada para uma sala de aula fazer uma prova.  Mas o incrível aconteceu, não é que eu passei? A minha redação teve nota máxima, nem sei como, eu só lembro de tudo rodando, depois de fazer a prova rapidamente entreguei e dormi na mesa.   Então, comecei a fazer o curso de engenharia civil, um ano e meio de curso, abandonei, achei tudo um saco, até conseguia boas notas, mas tudo era um tédio, achei-me sem rumo total naquilo. Enfim&#8230;voltei a estaca zero. Depois, já estava envolvida com a descoberta da internet, da nova tecnologia, me apaixonando por esse mundo, então quando prestei vestibular de novo, estava em dúvida mais uma vez, se fazia informática ou se fazia publicidade&#8230;então na hora de preencher a ficha fiz aquele negócio: &#8220;mamãe mandou eu escolher essa daqui&#8230;&#8221; Caiu publicidade, mas eu teimei e decidi fazer informática. Passei. Depois de 2 anos e meio desisti da informática, por ironia do destino, nesse tempo comecei a trabalhar numa agência de publicidade, no setor de criação de peças publicitárias, me apaixonei, conseguia ter ótimas idéias, meus patrões me colocavam como top na agência, tudo tinha que passar pelo meu olhar, eu decidia coisas em vários setores da agência e ainda criava, tudo me consumia e me tomava, acabei me desinteressando da informática, meu primeiro filho nasceu nesse tempo e depois tive que abandonar o emprego também. Enfim, acabei sem nenhuma formação acadêmica&#8230;Mas hoje não sinto falta, porque a escrita me preenche, sempre me preencheu, sempre foi o meu prazer, só sinto falta por não ter como trabalhar, ganhar meu sustento de alguma forma, talvez se eu tivesse me formado em alguma coisa, eu teria essa independência financeira. Mas vou seguindo em frente como Deus quer.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/negromonte.wordpress.com/188/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/negromonte.wordpress.com/188/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/negromonte.wordpress.com/188/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/negromonte.wordpress.com/188/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/negromonte.wordpress.com/188/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/negromonte.wordpress.com/188/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/negromonte.wordpress.com/188/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/negromonte.wordpress.com/188/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/negromonte.wordpress.com/188/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/negromonte.wordpress.com/188/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/negromonte.wordpress.com/188/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/negromonte.wordpress.com/188/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/negromonte.wordpress.com/188/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/negromonte.wordpress.com/188/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=negromonte.wordpress.com&amp;blog=8652309&amp;post=188&amp;subd=negromonte&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Meu primeiro namorado</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Jun 2010 03:14:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carol montenegro</dc:creator>
				<category><![CDATA[experimentações]]></category>
		<category><![CDATA[infância]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde que comecei a experimentar o amor na minha vida, tudo foi muito estranho.  A primeira experiência foi com um garoto que sempre esteve presente na minha vida, claro, falo de experiência no sentido de descoberta do sentimento do amor, não necessariamente de relação, nessa época ainda estava entrando na adolescência. Nessa primeira experiência foi [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=negromonte.wordpress.com&amp;blog=8652309&amp;post=181&amp;subd=negromonte&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desde que comecei a experimentar o amor na minha vida, tudo foi muito estranho.  A primeira experiência foi com um garoto que sempre esteve presente na minha vida, claro, falo de experiência no sentido de descoberta do sentimento do amor, não necessariamente de relação, nessa época ainda estava entrando na adolescência. Nessa primeira experiência foi quase que por indução, nossos pais eram muito amigos, nós bricávamos juntos, éramos ainda vizinhos, estudávamos na mesma escola, tudo era junto, quase inevitável que crescendo juntos em algum momento despertaria algum tipo de amor, ou pelo menos a percepção da sempre existência deste. Depois deste, tive outros semelhantes, desse tipo que a gente fica só fantasiando como seria lindo. Acho que até hoje, ainda ando tendo essas fantasias de criança, mas só que hoje as minhas  beiram mais o fantástico do que o romantismo. Bom, mas enfim&#8230;Já meu primeiro namorado foi um horror. Eu o escondia dos meus pais, como se estivesse sendo cúmplice de um crime, na verdade, por parte do meu pai, era mais uma timidez, da minha mãe, era medo mesmo, mas o medo de que ela contasse ao meu pai, primeiro do que eu. E antes dela contar, eu teria que criar coragem e contar primeiro, então, entre a cruz e a espada, preferi mesmo ir escondendo este amor quase &#8220;bandido&#8221;.  Mas não tive muito sucesso nessa empreitada, uma noite, estava chovendo, acabei por deixá-lo entrar no terraço da minha casa. Adivinha quem aparece para curiar? Claro, minha mãe.  Minha mãe sempre foi osso duro de roer. Mas isso acabou gerando um episódio na minha vida que sempre que lembro fico rindo de mim mesma. Quando ela me viu, eu já sabia, ela iria contar para o meu pai, mas da forma dela, claro, que sempre não era lá muito a meu favor. Então, tentei me antecipar. Dispensei o culpado do meu crime e fui escrever para o meu pai, uma carta imensa, a escrita sempre foi mesmo a minha salvação e perdição também. Mas a carta,  acho que mais da metade dessa carta se resumia num dramático suspense dizendo que tinha algo muito importante a dizer, mas que não tinha coragem e que ele me perdoasse. Bom, basicamente, meu pai pensou que eu já estava grávida, ou tinha cometido alguma besteira desse tipo, porque no dia seguinte, quando foi me deixar na escola, parou o carro na frente e num desespero me interrogava para saber o que eu não tive coragem de dizer. Sim, porque escrevi a carta imensa e não consegui dizer o principal, apenas ficou ali o drama e o suspense. Acabei contando quando vi meu pai começar a chorar, num desespero imaginando outras coisas, mas acabou funcionando, porque pra quem esperava uma notícia de uma filha já perdida, a notícia de que eu estava namorando foi quase como dizer que passei no vestibular.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/negromonte.wordpress.com/181/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/negromonte.wordpress.com/181/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/negromonte.wordpress.com/181/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/negromonte.wordpress.com/181/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/negromonte.wordpress.com/181/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/negromonte.wordpress.com/181/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/negromonte.wordpress.com/181/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/negromonte.wordpress.com/181/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/negromonte.wordpress.com/181/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/negromonte.wordpress.com/181/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/negromonte.wordpress.com/181/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/negromonte.wordpress.com/181/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/negromonte.wordpress.com/181/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/negromonte.wordpress.com/181/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=negromonte.wordpress.com&amp;blog=8652309&amp;post=181&amp;subd=negromonte&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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